Arquivo da categoria: Palavras

Socorro! Meu HD está cheio

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amnésia

Tudo que eu preciso saber está ao meu alcance. Tudo que eu preciso fazer é ler tudo que está ao meu alcance. Só que não dá, porque tem coisas demais para eu alcançar. Minha mente não dá conta de processar tanta informação. E eu busco informação sobre como absorver tanta informação. E eu leio todos os artigos sobre isso. Só que não adianta, porque eu esqueço. Eu esqueço por que é muita informação. E meu cérebro precisa filtrar o que fica e o que sai. O que fica se embaralha. O que sai eu já nem lembro, porque já saiu. Mas eu sei que preciso lembrar. Então eu busco informação sobre técnica de memorização. Eu memorizo a técnica de memorização. Mas ela Leia o resto deste post

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Quem eu sou?

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quem_sou_eu_dança
Eu sou o passado de algumas pessoas, sou o futuro de outras e sou um presente meu. Sou palavras, sou registros, sou um texto sem repetições. Sou o que ficou no rascunho e pensamentos não compartilhados. Sou preguiça, sou sono demais. Enquanto durmo o mundo não existe. Sou os sonhos que não interpreto e que me mostram tudo o que preciso saber. Sou as três ou quatro palavras que rabisco no pouco espaço em branco dos muitos cadernos que tenho. Sou uma desorganização completa. Sou as colagens nas agendas e sou os livros que não terminei de ler, sou os livros que não li… Ah! Como eu sou os livros que não concluí!

Sou miúda demais para confusões de sentimentos, e não me permito sentir. Quando o faço, me inundo! Quando transbordo, simplesmente transbordo.

Dos textos tortos que por descuido eu publico, sou Leia o resto deste post

Good trip

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Eu que amo tanto e já não sei viver de dó.
Em cada verso me disponho
em cada dor, verso mais.
Do acalanto que no peito trago,
trago a fumaça da cinza que virou.
Se da cabeça faço viagem, nas viagens faço a cabeça
e me disfarço da dor.

smoketrip

Libertas Quæ Sera Tamen

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post-ruiva

Naquela noite passou por minha cabeça todo o filme da história mais linda que a vida me presenteou como protagonista. Eu que sempre fui a autora e diretora de todas as cenas me entreguei ao acaso do improviso naquela noite. Velei seu sono como sempre o fazia, e seu semblante de anjo reduzia meu coração às lágrimas que escorriam sem controle dos meus olhos. Pela primeira vez eu não sorria ao te ver dormir. No fundo minha alma sabia que não tão breve aquela cena se repetiria. Até a data de hoje não estamos em cartaz.

Das analogias que faço, das palavras que escrevo, do trabalho que me disponho, sou inspirada por dores que tive o prazer de conhecer em cena. Quão duros foram os textos que eu não soube dizer, os tombos que levei no palco marcaram cicatrizes de uma vida que me faz sorrir. De todas as contradições que suporto, de todos os Leia o resto deste post